Nova geração de autores nacionais se destaca com obras que unem crítica social, dilemas morais e realismo emocional — e conquista leitores em grandes eventos como Bienal do Livro no Rio de Janeiro e A Feira do Livro de São Paulo
Tramas de fantasia com protagonistas adultos, dilemas morais e crítica social estão ganhando cada vez mais espaço no mercado literário brasileiro. A tendência, que rompe com a ideia de fantasia como mero escapismo juvenil, tem atraído leitores que buscam narrativas simbólicas, emocionais e politizadas — e está presente com força na programação das principais feiras de livros do país.
Essa vertente da fantasia épica com maturidade temática aposta em personagens complexos, questões de identidade, poder, maternidade, transformação social e convivência entre culturas. Não por acaso, livros com essa temática têm conquistado novos públicos: inclusive leitores que tradicionalmente não consomem o gênero.
O movimento tem se refletido nos corredores da Bienal do Livro do Rio, em junho, e agora também na Feira do Livro de São Paulo, na Praça Charles Miller. Autores independentes e editoras de nicho têm aproveitado esses eventos para aproximar-se de leitores e apresentar obras que desafiam estereótipos e exploram temas contemporâneos a partir de universos fantásticos — mas verossímeis.
Entre os destaques, estão narrativas protagonizadas por mulheres que ocupam papéis de liderança, curandeiras, guerreiras ou estrategistas, e histórias marcadas por escolhas difíceis, tensão política e conflitos éticos. Escritores que vieram do universo do RPG ou da literatura indie também têm alimentado esse cenário com propostas inovadoras, ampliando o leque da fantasia nacional.
Roberto T. G. Rodrigues, que participou da Bienal do Livro no Rio e, agora, vem a São Paulo para a Feira do Livro na Praça Charles Miller com o segundo volume da saga A Era de Ouro da Magia, intitulado “Emma, a Curandeira”, percebeu que o interesse por esse tipo de leitura vai além dos leitores típicos de fantasia. “Foi muito legal perceber que o meu livro foi bem recebido não só pelo público que já curte fantasia, mas também por leitores que normalmente não são do gênero e que se interessaram pela proposta da história”, conta. Para ele, a resposta positiva do público reforça a importância de se investir em narrativas que representem diferentes visões de mundo.
Esse movimento se alinha a uma tendência apontada por editoras e especialistas: o crescimento do interesse por fantasia com protagonismo adulto e complexidade narrativa. Além disso, o contato direto com leitores em eventos tem sido fundamental para autores independentes e editoras de nicho ampliarem seu alcance e consolidarem suas obras.
Para Roberto, a participação na Feira do Livro de São Paulo encerra esse ciclo de junho com entusiasmo e boas expectativas. “Acho que vai ser um encerramento muito especial, com ainda mais oportunidades de apresentar meu trabalho para um público diverso e curioso”, finaliza.
Sobre o livro:
Emma, a Curandeira é o segundo volume da saga A Era de Ouro da Magia, publicada pela Emó Editora. A série mistura fantasia épica, realismo emocional e crítica social, se posicionando como uma aposta sólida da literatura de gênero nacional.
Sobre o autor:
Roberto T. G. Rodrigues é escritor, mestre de RPG e criador do universo de A Era de Ouro da Magia. Nascido no Rio de Janeiro e criado no Rio Grande do Sul, mescla vivências lúdicas e literárias em tramas que falam de humanidade, escolhas e conflitos morais. É autor de Golandar, o Paladino e, agora, de Emma, a Curandeira.

Serviço:
Lançamento de “Emma, a Curandeira” na Feira do Livro de São Paulo
Local: Praça Charles Miller – Estande da Livraria Patuscada (parceira Emó Editora)
Data: 21 de junho de 2025
Horário: das 14h às 16h
Pré-venda: https://loja.emoeditora.com.br/ficcao/pre-venda-emma-a-curandeira
Instagram: @robertotgrodrigues
Site: robertotgrodrigues.com.br
Fonte: Agência 2205


