CEO da Score Media analisa os desafios do modelo tradicional e como a transformação digital virou questão de sobrevivência no setor
Nos últimos anos, o mercado de marketing e publicidade viveu uma transformação drástica – e quem não se adaptou, ficou para trás. Dados do estudo ‘Por dentro das agências – Uma jornada de transformação’, realizado pela Deloitte a pedido da Abap e divulgado no final de maio, mostram que o lucro médio das agências de marketing tradicionais despencou de 14,6% para apenas 5,66%. Enquanto isso, as agências digitais não só sustentaram suas margens, como seguem crescendo. Afinal, o que explica essa diferença tão expressiva?
“Se eu pudesse resumir em uma palavra, seria: resistência”, afirma Henrique Troitinho, CEO da Score Media, agência especializada em brandformance. Na visão do executivo, o problema das agências tradicionais não está apenas no mercado, mas, principalmente, dentro de casa. “Existe uma resistência em se adaptar às novas demandas, atualizar processos, métricas e produtos. Isso faz com que fiquem presas a modelos ultrapassados e muito dependentes dos veículos de mídia, cujas margens estão cada vez menores — e, consequentemente, os repasses também”, explica.
O impacto disso é direto na saúde financeira das empresas. Segundo Henrique, muitas agências ainda trabalham com métricas criadas há quase duas décadas, enquanto o mercado exige resultados em tempo real, mensuração precisa e retorno claro sobre cada investimento. “O cliente quer criatividade, sim, mas alinhada à performance. E isso não é mais opcional”, completa.
O que mudou no modelo tradicional?
Para o CEO da Score Media, o declínio não surpreende. A falta de investimento em inovação, a dificuldade em contratar profissionais especializados em dados, mídia digital e performance, e o receio de assumir modelos de remuneração baseados em resultados formam uma combinação perigosa.
“O mercado mudou. Hoje, o cliente não aceita mais campanhas baseadas só em narrativa e estética. Ele quer saber, em números, se aquilo vendeu. E quer pagar por performance — e paga bem. O problema é que boa parte das agências não quer assumir o risco desse modelo”, destaca Henrique.
Ainda assim, ele acredita que nem tudo se perdeu no modelo tradicional. “Aspectos como estratégia, branding e criatividade continuam extremamente relevantes. O problema é quando a operação se ancora só nisso e ignora dados, agilidade, multicanalidade e mensuração”, aponta.
Enquanto isso, as agências digitais preencheram esse vazio. Com relatórios em tempo real, análise detalhada da jornada do consumidor e resultados claros a cada real investido, elas se tornaram protagonistas do mercado.
“No modelo atual, uma pergunta que sempre surge nas discussões é: ‘Ficou lindo, mas… vendeu?’. A diferença é que, com dados, essa dúvida não existe mais. O cliente sabe exatamente o que deu certo e o que precisa ser ajustado, seja numa estratégia digital, offline ou omnicanal”, comenta o CEO.
Para se manter competitiva, a Score Media aposta em entender profundamente o consumidor de seus clientes. “Nosso trabalho é mapear quem é essa pessoa, com o que ela se engaja, quais são os comportamentos correlacionados, e a partir disso, desenhar uma estratégia – digital ou não – que gere resultado real. No fim, tudo se resume a uma coisa: receita para o cliente”, resume Henrique.
Olhando para o futuro, o executivo não tem dúvidas: a digitalização não é mais uma escolha, e a inteligência artificial trouxe uma camada extra de desafio. “As agências que ainda resistem à transformação vão enfrentar uma realidade dura. O que antes era uma opção, agora é uma questão de sobrevivência”, finaliza.
Sobre a Score Media
A Score Media é uma agência de inovação em marketing digital com foco em brandformance. Fundada em 2011 por experts em e-commerce, a empresa foi premiada como uma das Top 5 agências globais, segundo o Google Premier Partner Awards, por três anos consecutivos. Além disso, também foi escolhida como Melhor Consultoria de Negócios Digitais pela ABCOMM, em 2016. Entre os clientes atendidos ao longo de 14 anos de experiência, figuram nomes como Renner, Americanas, Bosch, AliExpress e Salon Line, entre outros.
Fonte: EDB Comunicação


