Com mercado em expansão e calendário cheio, especialista analisa o papel dos influenciadores em festivais, ações sazonais e outros grandes eventos

 De acordo com um relatório do Grand View Research, o mercado global de marketing de influência deve alcançar um valor de US$ 97,5 bilhões até 2030, com um aumento anual de 23,3%. A demanda crescente promete abranger todos os setores e tipos de campanhas, inclusive no marketing de eventos. E o momento é ideal para marcas aproveitarem: só em junho, o Brasil conta com festivais de música como João Rock (SP) e Sensacional (MG), o Festival de Parintins (AM) e a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, além de festas juninas e encontros populares para assistir aos jogos da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.

Cinthia Militão, especialista de Social Influence da agência full service de marketing digital Adtail, chama a atenção para a conexão entre as táticas no marketing das empresas. “Como este mercado é rápido e muda bastante, é comum que as ativações em grandes eventos aconteçam sem o tempo ideal de preparo, o que faz com que muitas chances sejam perdidas”, afirma. “Mas olhar para novas oportunidades é sempre possível e garante não só alcançar o público, que já é amplo, mas também qualificá-lo e aproximá-lo verdadeiramente da ação. Influenciadores podem impactar bastante nesse processo”.

Cinthia cita o exemplo da Riachuelo no The Town em 2023. “Eles levaram uma loja para dentro do festival e ativaram influenciadores que já estariam por lá. Esses influencers usaram looks da marca, tiraram fotos na frente da loja e postaram em tempo real. As pessoas no evento se interessavam pelos looks, iam até lá e compravam algo para já trocar de roupa e curtir com um novo visual”.

Esse comportamento reflete os efeitos do marketing de influência e das novas maneiras de fazer marketing de forma geral, especialmente para as novas gerações. No ano passado, uma pesquisa da Archrival apresentada pela Vogue Business indicou que, para 55% da geração Z, uma marca é vista como mais interessante quando apresenta conteúdos exclusivos, e para 52%, quando há parceria com artistas, celebridades ou outras marcas. 55% também apreciam patrocínios a eventos.

Em todos os casos, há uma busca por autenticidade. “A tendência é um marketing mais leve e verdadeiro. Já vemos isso acontecendo na prática, com conteúdos mais orgânicos, como visitas às fábricas, mostrando o processo de criação, ou making of de campanhas, que têm chamado mais atenção do que a própria publicidade final”, comenta a especialista. 

Assim, trabalhar com influenciadores que trazem um tom mais natural para o marketing tem sido uma forma de se conectar melhor com o público, dentro e fora de eventos.

Como trabalhar com influencers em ativações?

A primeira recomendação da especialista para incluir influenciadores na estratégia de eventos é ter um bom mapeamento feito com antecedência, e não deixar para última hora, quando o evento já está batendo na porta. “Ter esse tempo faz toda a diferença para pensar em uma ação estratégica, conversar com os outros times da marca e colocar os influenciadores como parte importante da campanha”, conta.

Quanto à escolha do influencer, tudo depende do objetivo da marca naquela ocasião. Por exemplo, em espaços como áreas VIP, é comum ver influenciadores maiores, que possuem uma comunidade bem estabelecida e que quer encontrá-los no evento, o que acaba trazendo uma imagem de prestígio e exclusividade. Por outro lado, o trabalho com microinfluenciadores costuma estar mais ligado à influência real e ao lugar de fala. Cinthia explica: “Quando o foco é influenciar diretamente o consumidor sobre um produto, esses perfis menores muitas vezes são vistos como mais genuínos. Como ainda não têm uma relação forte com muitas marcas, o público tende a acreditar mais na opinião deles”.

Outra dica é permitir espaço para a criatividade e fluidez do influencer. “Não adianta montar uma campanha super engessada, em que o criador tem que repetir tudo exatamente como está no briefing. É muito mais interessante construir isso junto com a pessoa e deixar que ela se comunique do jeito dela”, aponta Cinthia .

Por fim, a especialista reforça a importância de ficar de olho no conteúdo que está sendo produzido durante a ação, tanto pela marca quanto pelo influencer e pelos usuários — grandes eventos sempre geram uma quantidade significativa de UGC (user generated content), já que todo mundo quer falar sobre o assunto e publicar algo. “Repostar, responder comentários e mostrar que a marca está presente torna a experiência mais próxima e real para o público. Isso ajuda a criar conexão e faz com que a ativação seja lembrada”, conclui Cinthia.

 

Sobre a Adtail

A Adtail é uma agência full service que vai além do marketing digital de performance,  oferecendo uma gama completa de soluções, como digital planning, paid media, SEO optimization, CRM marketing, inbound marketing, social media, creative & design. Composta por uma equipe de mais de 200 profissionais certificados pelas principais plataformas do mercado e forte know how tecnológico, a empresa utiliza ferramentas renomadas e metodologias próprias para otimizar processos e performance. Com escritórios em São Paulo, Porto Alegre, Blumenau e Curitiba – e atuação em toda América Latina – a Adtail faz parte da Cadastra. Mais informações: https://adtail.ag/  

 

Fonte: EDB Comunicação

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