Levantamento da FGV e do CIEE revela lacuna na formação acadêmica e impulsiona procura por mentorias na área

A ausência de disciplinas práticas sobre recuperação judicial e gestão de crise nos cursos de Direito e Ciências Contábeis tem levado profissionais dessas áreas a buscar capacitações complementares. Dados de um estudo conduzido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), mostram que apenas 12% das graduações em Direito e Contabilidade no Brasil abordam o tema com foco na aplicação prática.

Com base nesses dados, programas de mentoria e formações especializadas em reestruturação empresarial passaram a ganhar espaço como ferramentas essenciais para quem deseja atuar em processos de recuperação e reorganização de empresas. Essas formações buscam preencher a lacuna deixada pelo ensino superior tradicional, oferecendo simulações de casos reais, estratégias jurídicas e contábeis atualizadas e técnicas de condução em contextos de crise.

A demanda por especialistas na área acompanha o aumento dos pedidos de recuperação judicial no país. De acordo com levantamento do Serasa Experian, o primeiro semestre de 2024 registrou mais de 650 pedidos,  um avanço de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior. A maior parte dos requerimentos foi feita por micro e pequenas empresas, segmento que representa mais de 90% dos negócios no Brasil e que tende a ser mais exposto a oscilações econômicas.

Com foco na prática, as mentorias funcionam como um laboratório para aplicação imediata dos conhecimentos técnicos. Nelas, advogados e contadores são expostos a diferentes cenários de crise empresarial, passando pelo diagnóstico da viabilidade econômica, estruturação de planos de recuperação e articulação com credores e stakeholders.

Para especialistas da área, a tendência é de crescimento contínuo na procura por esse tipo de formação. As mudanças regulatórias, aliadas à complexidade dos processos de insolvência, exigem uma atuação estratégica e multidisciplinar por parte dos profissionais envolvidos. “Não basta conhecer a lei. É preciso saber aplicá-la diante de uma realidade de negócios fragilizados, com múltiplos passivos e pressão de credores”, afirma Marcos Pelozato.

Segundo ele, a lacuna na formação acadêmica e a exigência por resultados concretos tornaram a especialização prática um requisito para quem busca se posicionar com autoridade nesse mercado. “A teoria não prepara o profissional para o impacto de uma crise financeira real. Por isso, o foco prático das mentorias é essencial para acelerar a curva de aprendizado”, completa Marcos.

Sobre Marcos Pelozato

Marcos Pelozato é advogado, contador e empresário com 14 anos de atuação no setor de reestruturação empresarial e recuperação judicial. Reconhecido como referência no segmento, presta assessoria estratégica a empresas em crise financeira, com foco em reorganização societária, gestão de passivos e recuperação de negócios. 

À frente de um escritório especializado, Marcos também atua como mentor para advogados e contadores interessados em ingressar na área de reestruturação, com o objetivo de ampliar o número de profissionais capacitados a atuar diante da crescente demanda por soluções eficazes em gestão de crise. 

Para mais informações, acesse youtube.com/@marcospelozato.oficial e tambem pelas redes sociais: @marcospelozato.oficial

Fonte: Lara Visibilidade Estratégica

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