Especialista defende que professores atentos à escuta e à convivência criam ambientes mais inclusivos e produtivos para o desenvolvimento dos alunos
A sala de aula não é apenas um espaço de transmissão de conteúdo é, antes de tudo, um espaço de convivência. A interação entre alunos, professores e suas múltiplas formas de expressão tem papel central na aprendizagem. Quando a troca acontece, o desenvolvimento cognitivo e emocional tende a ser mais sólido e duradouro.
Para a neuropedagoga Mara Duarte, atua há mais de 16 anos na formação de professores e é diretora pedagógica da Rhema Neuroeducação, educar exige mais do que domínio técnico, requer escuta, empatia e sensibilidade. “Educar é, acima de tudo, conviver. A aprendizagem se fortalece quando há trocas, quando o aluno sente que faz parte de um grupo, quando ele percebe que é ouvido e que sua experiência importa”, afirma a especialista.
A ideia não é nova, mas ainda pouco praticada. Estudo da Universidade de Harvard mostra que vínculos positivos, especialmente nos primeiros anos escolares, influenciam diretamente a formação de conexões cerebrais, impactando atenção, memória e capacidade de resolver problemas. Não à toa, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) recomenda a promoção de competências como empatia e colaboração desde os primeiros anos de escolarização.
Segundo Mara, isso exige uma mudança de postura dos educadores. Mais do que aplicar métodos, é preciso criar espaço para que os alunos falem, escutem, cooperem e se sintam parte do processo. “O educador precisa estar atento às possibilidades que cada aluno traz. Isso só é possível quando existe uma escuta ativa, uma disposição verdadeira para interagir e aprender com o outro”, diz.
Mas como fazer isso no cotidiano escolar, especialmente em turmas grandes e realidades desafiadoras? A especialista sugere caminhos simples: promover atividades em dupla ou grupo que estimulem a tomada de decisão conjunta; propor rodas de conversa frequentes; trabalhar com projetos que valorizem a experiência pessoal dos alunos. Tudo isso ajuda a consolidar o sentimento de pertencimento e, com ele, a aprendizagem.
Outro ponto destacado por Mara é a importância do professor também participar das trocas. “O professor precisa estar emocionalmente disponível, atualizado e conectado com a realidade dos seus alunos. Só assim conseguirá conduzir uma aprendizagem que faça sentido para todos”, afirma.
A escuta ativa e a valorização da convivência são ainda mais relevantes quando se fala de inclusão. Estima-se que de 15% a 20% da população mundial seja neurodivergente, com condições como autismo, TDAH e dislexia. Criar um ambiente em que todas as formas de aprender sejam acolhidas é, portanto, urgente.
Para ela, o caminho é claro. “A aprendizagem significativa acontece quando o aluno sente que pertence, que tem espaço para se expressar e colaborar. É nessa conexão que a educação se transforma em algo potente e duradouro,” conclui.
Sobre Mara Duarte da Costa
Mara Duarte da Costa é neuropedagoga, psicopedagoga, diretora pedagógica da Rhema Neuroeducação. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec IVP e diretora pedagógica e executiva do Rhema Neuroeducação. As instituições já formaram mais de 90 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse instagram.com/maraduartedacosta.
Sobre a Rhema Neuroeducação
A Rhema Neuroeducação foi criada por Fábio da Costa e Mara Duarte da Costa, desde 2009 com o objetivo de oferecer conhecimento para profissionais da educação e pessoas envolvidas no processo de neuroeducação e desenvolvimento infantil, tanto nas áreas cognitivas e comportamentais, quanto nas áreas afetivas, sociais e familiares. A empresa atua em todo o Brasil e em mais de 20 países, impactando a vida de milhões de pessoas pelo mundo com cursos de graduação, pós-graduação, cursos de capacitação e eventos gratuitos. Para mais informações, acesse o site https://rhemaneuroeducacao.com.br/.
Fonte: Lara Visibilidade Estratégica


