Série em áudio aborda os debates promovidos pela instituição a partir de objetos do acervo, questionando discursos que ajudaram a moldar a história do Brasil 

Museu do Ipiranga lança, em 29 de outubro de 2025, o podcast “Pensar o presente – histórias de um museu em transformação”, produzido pelo Estúdio Novelo. Com cinco episódios narrativos, o projeto aborda, a partir de objetos do acervo, o processo de reflexão e questionamento das narrativas que o próprio Museu ajudou a construir ao longo de seus 130 anos, celebrados no último 7 de setembro.
Apresentado pela jornalista e historiadora Paula Carvalho e pelo jornalista Rodrigo Alves, o podcast reflete sobre a construção da memória nacional e destaca a pesquisa acadêmica que orienta os debates sociais, políticos e historiográficos promovidos atualmente pelo Museu. Como parte da campanha de aniversário da instituição, iniciada em setembro com o lançamento de uma minissérie dirigida por Marcelo Machado, o produto integra o conjunto de ações que reafirmam a atuação do Museu como um espaço vivo, inovador e acessível e fortalecem sua relevância como instituição de pesquisa, preservação e reflexão.

“Os museus precisam constantemente rever suas linhas de pensamento. Eu sempre friso uma coisa que nós precisamos assumir: os museus de história pensam o passado, mas pensam o passado a partir do presente. E este podcast é uma oportunidade de apresentarmos ao público como esse processo está sendo conduzido aqui no Museu do Ipiranga”, afirma Paulo Garcez Marins, diretor do Museu Paulista da USP.

Cada episódio tem como ponto de partida itens ou coleções do acervo, que demonstram como novas narrativas vêm sendo incorporadas às exposições. Se antes eram representadas apenas as elites paulistas, agora estão contemplados outros segmentos sociais, como as classes mais populares de São Paulo.

O programa de estreia, intitulado “Águas passadas”, aborda as Ânforas, vasos de vidro que decoram a escadaria do Museu do Ipiranga e guardam águas de rios brasileiros. São discutidos temas como a formação do território nacional, o bandeirantismo e o famoso quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo.

Em seguida, “Doces memórias” debate a inclusão de sujeitos historicamente silenciados nas narrativas do Museu. Apresentando as inovações curatoriais e de acessibilidade da instituição, o episódio tem como foco nos papéis de bala da Coleção Egydio Colombo e as formigas vestidas de bibelô.

“Presença na ausência” destaca a Machadinha Kyiré dos Krahô, que fazia parte do acervo, mas foi restituída ao povo indígena em 1986. Este é um objeto ritualístico a partir do qual é possível pensar disputas simbólicas nas obras do Museu. São abordadas ainda questões como a crise climática e o desmembramento do acervo para outras coleções, como a da Pinacoteca de São Paulo, do Museu de Zoologia e do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.

O quarto episódio, “Saber fazer”, parte dos tijolos que formam o Edifício-Monumento para refletir sobre o trabalho humano por trás da construção do Museu e da própria cidade de São Paulo. A partir do processo de musealização de objetos do cotidiano, o programa destaca a presença de imigrantes e grupos historicamente invisibilizados na formação urbana e na arquitetura paulista, conectando essas histórias ao projeto atual de acessibilidade e renovação do Museu do Ipiranga.

Por fim, “Álbum de família” se debruça sobre o arquivo Nery Resende e a coleção Militão Augusto de Azevedo, apresentando o atual Museu do Ipiranga, que reflete criticamente sobre a sociedade. Trata do apagamento da população e da cultura negra nos debates históricos, da presença das mulheres e de temáticas femininas, bem como do lugar das pessoas comuns.
A partir de 29 de outubro, o primeiro episódio do podcast “Pensar o presente: histórias de um museu em transformação” estará disponível nas plataformas Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music, Castbox e Deezer, entre outras. Os próximos episódios serão publicados semanalmente, às quartas-feiras. No dia 12 de novembro, os programas começam a receber tradução em Libras no Youtube e no Spotify, realizados pela Maré Dissidente.

 

Museu do Ipiranga

Endereço: Rua dos Patriotas, 100

Funcionamento: Terça a domingo (incluindo feriados), das 10h às 17h (última entrada às 16h). A bilheteria abre às 9h nos dias pagos e 10h nos dias de gratuidade.

Ingressos para as exposições de longa-duração: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).
Entrada gratuita para exposição temporária.

Gratuidades: Quartas-feiras e primeiro domingo do mês. Confira mais informações: museudoipiranga.org.br/visite/

 

Transporte público: De metrô, há três estações da linha 2 (verde) próximas ao Museu, Alto do Ipiranga (30 minutos de caminhada), Santos-Imigrantes (25 minutos a pé) e Sacomã (25 minutos a pé). A linha 710 da CPTM tem uma parada no Ipiranga (20 minutos de caminhada).

 

Principais linhas de ônibus: 4113-10 (Gentil de Moura – Pça da República), 4706-10 (Jd. Maria Estela – Metrô Vila Mariana), 478P-10 (Sacomã – Pompeia), 476G-10 (Ibirapuera – Jd.Elba), 5705-10 (Terminal Sacomã – metrô Vergueiro), 314J-10 (Pça Almeida Junior – Pq. Sta. Madalena), 218 (São Bernardo do Campo – São Paulo).

 

Pessoas com deficiência em transporte individual: na entrada da rua Xavier de Almeida, nº 1, há vagas rotativas (zona azul) em 90°.

Bicicletas: para quem usa bicicleta, há paraciclos disponíveis próximos aos portões da R. Xavier de Almeida e R. dos Patriotas.

 

Museu do Ipiranga – USP

O Museu do Ipiranga é uma das sedes do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, que também agrega o Museu Republicano de Itu. É um dos mais completos e modernos museus da América Latina, com 49 salas expositivas no edifício monumento, abrigando exposições de longa duração que apresentam um panorama da História e da cultura material brasileira. São elas: “Passados imaginados”, “Uma História do Brasil”, “Para entender o Museu”, “Casas e coisas”, “Mundos do trabalho”. O Museu também conta com uma sala expositiva no Piso Jardim, pronta para receber exposições temporárias que articulam os conteúdos presentes no edifício monumento a temas da atualidade.

 

acessibilidade é tema estratégico do Museu, que busca ser inclusivo para todas as esferas da sociedade. Os recursos acessíveis figuram em todos os pavimentos do edifício, integrados às exposições.
A gestão do Museu do Ipiranga é feita pela direção do Museu Paulista, com suporte da Fundação de Apoio ao Museu Paulista (FAAMP).

 

O edifício, tombado pelos órgãos de patrimônio municipal, estadual e federal, foi construído entre 1885 e 1890 e está situado dentro do complexo do Parque Independência. Concebido originalmente como um monumento à Independência, tornou-se em 1895 a sede do Museu do Estado, criado dois anos antes, sendo o museu público mais antigo de São Paulo e um dos mais antigos do país. Está, desde 1963, sob a administração da USP, atendendo às funções de ensino, pesquisa e extensão, pilares de atuação da Universidade.

 

https://www.instagram.com/museudoipiranga/
https://www.facebook.com/museudoipiranga/

https://www.linkedin.com/company/museu-do-ipiranga/posts/?feedView=all

 

Patrocinadores e parceiros:

Mantenedor: Shell, Vale
Master: Itaú, Santander

Ouro: B3, Comgas

Prata: Caterpillar, Goodyear, Rede Itaú,Zurich Santander

Empresas parceiras: Atlas Schindler, Banco BV, Dimensional, Nortel, Porto Seguro, PWC, Sabesp, Singer e Smiles
Parceria de mídia: Estadão, Instituto Bandeirantes, JCDecaux, Revista Piauí e Uol

 

Fonte: Conteúdo Ink 

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