No mês da mulher, alunas das escolinhas de futebol de Diadema dão um chute no preconceito com classe e escolhendo bons exemplos

Nada de Neymar, Ronaldinho ou mesmo Pelé. Rafaela da Silva Oliveira, 14 anos, é bem clara sobre suas referências no esporte: Marta, Tamires Cássia, Formiga (Miraildes Maciel Mota) e Cristiane Rozeira, todas conhecidas atletas profissionais. Com suas escolhas, ‘Rafa’, que frequenta a escola gratuita de futebol da Prefeitura de Diadema, dá um chute sutil no preconceito que ainda existe contra meninas futebolistas.

Hoje, a Prefeitura atende dessa forma por volta de 3,6 mil alunos, de 5 a 16 anos, que têm aulas em 12 campos espalhados pelo município. Cerca de 100 alunas desse total são meninas, para quem as aulas vêm fazendo uma grande diferença. Rafaela, por exemplo, que exerce várias funções no campo – volante, lateral, centroavante e zagueiro – sonha grande, e gostaria de se profissionalizar nesse esporte que ela aprendeu a amar.

“Jogar futebol me faz sentir feliz e livre. O que eu mais gosto é quando vou jogar e todo mundo se ajuda. Mesmo quando erramos, ninguém fica chateado, nos apoiamos. Isso é o mais bonito no futebol: o trabalho em equipe.”

As aulas de Rafaela acontecem aos sábados, no Campo do Taperinha, com uma turma voltada apenas ao futebol feminino. “Acho muito legal a Prefeitura criar e ampliar as turmas de futebol para meninas. É importante porque muitas meninas gostam de jogar, mas às vezes não têm oportunidade ou ficam com vergonha. Quando existem turmas só para meninas, a gente se sente mais à vontade para aprender e participar. Também acho que isso ajuda a mostrar que futebol não é só para meninos. As meninas também sabem jogar, correr e fazer gol!”

Também para Ana Karolina Rangel Costa, 13 anos, que mora no Jardim Miriam, as aulas de futebol da Prefeitura têm motivado novas, e boas, perspectivas. “Tenho vontade de um dia fazer parte do futebol profissional. Minha referência é a Vitorinha (Maria Vitória), jogadora do São Paulo. Ela tem um estilo de jogo que me agrada, que é praticamente meu estilo de jogo: o drible, velocidade, porte físico e visão de jogo.”

Articulada ao falar, e já preparada para as entrevistas pós-partidas, Ana defende que é preciso disponibilizar cada vez mais vagas em escolinhas para o futebol feminino, como faz a Secretaria de Esporte e Lazer de Diadema. “Nós temos muita vontade de participar, adoramos futebol. As escolinhas dão essa oportunidade para as meninas jogarem em algum time, poder melhorar, aprender, ter responsabilidades e respeito.”

Para se informar sobre as escolinhas e os campos onde as aulas são oferecidas a Secretaria de Esporte e Lazer disponibiliza o telefone 4053-3570.

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