Descontaminação do autódromo utiliza mais de 3 mil litros de insumos, mobiliza força-tarefa especializada e atende exigências técnicas das maiores competições do mundo

Goiânia entra na reta final de preparação para sediar uma das etapas mais relevantes do motociclismo mundial com a realização do MotoGP, a partir do dia 20 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Nos dias que antecedem a prova, uma operação técnica de grande escala tem concentrado os esforços das equipes responsáveis pela estrutura do evento: a descontaminação completa da pista.
Considerada uma etapa decisiva para garantir segurança e desempenho em competições de alta velocidade, a operação envolve a aplicação de mais de 3 mil litros de produtos desincrustantes capazes de remover resíduos acumulados no asfalto — como poeira, óleo, borracha, fuligem e detritos orgânicos — que podem comprometer a aderência dos pneus.
Segundo Rafael Gonçalves, diretor executivo da empresa responsável pela operação, o processo segue protocolos técnicos adotados em circuitos internacionais. “Qualquer impureza na superfície pode interferir diretamente na performance e na segurança. Estamos falando de uma categoria extremamente sensível a variações de aderência, onde detalhes fazem diferença”, explica.
A força-tarefa mobiliza mais de 40 profissionais e cinco caminhões especializados, incluindo equipamentos de varrição mecanizada, caminhões-pipa e estruturas de apoio técnico. Ao longo de mais de 100 horas de trabalho, a equipe atua de forma estratégica nos 3.835 metros do circuito, com atenção especial às curvas, áreas de frenagem e trechos de maior desgaste.
A preparação ocorre após a recente revitalização do autódromo, que passou por melhorias estruturais para atender às exigências da Federação Internacional de Motociclismo (FIM). A descontaminação integra esse processo e reforça o alinhamento do circuito de Goiânia aos padrões globais de competição.
Além da relevância esportiva, o evento já movimenta a economia local. A expectativa é de aumento na ocupação da rede hoteleira, maior demanda por serviços e geração de empregos diretos e indiretos durante o período do evento.
“O impacto vai além da pista. Existe uma cadeia de serviços sendo ativada, desde a preparação técnica até o atendimento ao público e às equipes internacionais”, destaca Gonçalves.
Com ampla visibilidade internacional, o MotoGP projeta Goiânia no cenário dos grandes eventos esportivos e eleva o nível de exigência das estruturas locais. A expectativa é de grande público desde os primeiros dias de atividades, quando começam os treinos livres, consolidando a capital goiana como palco de eventos de alto padrão técnico e relevância global.
Fonte: Media Pool Assessoria 
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