O desafio de se adaptar rapidamente ao novo carro da Stock Car, muito mais tecnológico e totalmente diferente dos que vinham sendo usados desde 2009, vai levar a Interlagos uma Ipiranga Racing profundamente motivada.

Além da qualidade, da experiência e do entrosamento dos pilotos Thiago Camilo e Cesar Ramos com todos na equipe, o chefe da Ipiranga Racing, Guiga Gonçalves, confia no time de engenharia – reforçado por Tiago Cortez, que veio da R. Mattheis – e mecânica para largar na frente.

“Acho que todas as equipes vão começar o fim de semana tentando entender o carro, por isso podemos ter resultados díspares nos primeiros treinos livres, como acontece na pré-temporada da Fórmula-1, cada um está testando algo diferente. Fizemos um excelente trabalho de preparação na oficina, considerando o pouco tempo que tivemos com carro montado para estudar e analisar algumas coisas. Está sendo muito desafiador, mas a gente tem talvez o line up de engenheiros e mecânicos mais forte da última década dentro da A. Mattheis. Isso ajudou o rápido entendimento do carro e permitiu que a gente conseguisse se preparar o máximo possível para a etapa, e preparação é fundamental no automobilismo. Estou bem confiante que teremos bons resultados já neste início, e a gente espera de repente sair líder do campeonato, pensamos em vitória, pole position”.

Thiago Camilo, que está na Stock Car desde 2003, é, ao lado de Ricardo Maurício, o único piloto do grid que venceu corridas em Interlagos com as três últimas configurações do stock car. Quando venceu pela primeira vez, em 2004, o carro era o primeiro de chassi tubular construído pela JL de Zeca Giaffone. Depois vieram o JL-G09, em 2009, e a partir de 2020, ainda com os chassis tubulares, mas com os monoblocos dos carros de rua Toyota Corolla e Chevrolet Cruze, a última geração.

“A equipe sempre se adapta rapidamente. Além da dedicação e da qualidade de todo o time de engenheiros e mecânicos, existe um entrosamento muito grande com os pilotos. Por isso a gente senta no carro confiante e com expectativas grandes. Dentre as mudanças que eu presenciei na Stock Car, essa é com certeza a mais revolucionária. Não sei quanto tempo essa geração de carros vai durar, mas se for uma base de de dez, quinze anos, provavelmente não vou participar da próxima grande mudança”, reflete o piloto de 40 anos, maior vencedor da Stock Car em atividade, com 41 vitórias, sete delas em Interlagos.

Cesar Ramos vê na mudança uma oportunidade. “Estou muito animado. É um momento importante pra a competitividade da Stock Car, zerando o jogo. Carros 100% iguais, fabricados no mesmo ano, acabou aquele negócio de cada um ter um carro de um jeito. O carro novo é cheio de tecnologia, e eu corro em uma das principais equipes do grid, acredito demais no nosso potencial e minha expectativa é de um ano cheio de resultados, de chegar no fim da temporada brigando pelo título.”

 

Fonte: Alexandre Kacelnik 

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