Evento reuniu especialistas e lideranças para discutir os impactos da crise ambiental em territórios vulneráveis e sua relação com a agenda da COP30
As mudanças climáticas não afetam todas as pessoas da mesma forma. Os impactos mais graves recaem sobre populações que já enfrentam desigualdades históricas e têm acesso limitado a políticas públicas. Foi com base nesse entendimento que a Fundação Grupo Volkswagen realizou, no dia 6 de outubro, a 8ª Jornada do Conhecimento, no Unibes Cultural, em São Paulo. Com o tema “COP30: Quando a emergência ambiental expõe as urgências sociais”, o evento reuniu especialistas, lideranças comunitárias e representantes de organizações sociais para discutir justiça climática, mobilidade social e o papel das comunidades na construção de soluções sustentáveis.
“A 8ª Jornada do Conhecimento foi um espaço para refletirmos sobre como fortalecer comunidades, lideranças e organizações sociais para enfrentar os desafios da crise climática, promovendo inclusão produtiva e mobilidade social. Ao aproximar saberes locais de agendas globais como a COP30, queremos contribuir para uma transição justa, que não deixe ninguém para trás”, afirma Vitor Hugo Neia, diretor-geral da Fundação Grupo Volkswagen.
A Jornada faz parte de uma série de encontros promovidos pela Fundação desde 2018 com o objetivo de fomentar o diálogo e a articulação entre diferentes atores sociais. A iniciativa integra a estratégia 2025–2030 da Fundação, que tem a mobilidade social como causa prioritária e concentra esforços em ações de longo prazo voltadas à redução das desigualdades e ao desenvolvimento territorial sustentável.
Desigualdades climáticas e territórios em risco
O primeiro painel do encontro abordou como os efeitos da crise climática atingem de maneira mais intensa comunidades periféricas, indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Participaram da mesa Ana Valéria Araújo, diretora executiva do Fundo Brasil de Direitos Humanos, e Sérgio Andrade, fundador e diretor da Agenda Pública.
Durante a discussão, os convidados trouxeram reflexões sobre o racismo ambiental, o acesso desigual à infraestrutura e a urgência de políticas públicas que considerem justiça ambiental e social. Também foi destacada a importância de garantir que a participação das comunidades esteja no centro das decisões, inclusive no contexto da COP30. O fortalecimento das lideranças locais foi apontado como fundamental para dar legitimidade e escala às soluções.
Respostas comunitárias à emergência ambiental
O segundo painel da Jornada apresentou experiências que nascem nos próprios territórios como resposta aos impactos da crise climática. Participaram do debate Maria Amália Souza, fundadora do Fundo Casa, e Diogo Lima, sócio e diretor da consultoria de impacto social Dendezê, com mediação da jornalista Flávia Oshima.
Foram discutidas estratégias de adaptação baseadas em saberes tradicionais, a importância de reconhecer a resiliência das comunidades e o papel da articulação entre sociedade civil e poder público. Também houve consenso sobre a necessidade de direcionar recursos para projetos liderados por territórios do Sul Global, com ênfase em soluções sustentáveis, inclusão produtiva e fortalecimento das capacidades locais.
Mais sobre a Jornada
A 8ª Jornada do Conhecimento reuniu cerca de 60 convidados no evento presencial e contou com transmissão online aberta ao público, com tradução simultânea em Libras. A diversidade de perspectivas e a escuta ativa dos participantes reforçaram o compromisso da Fundação em construir pontes entre territórios, justiça social e ação climática.
“A Jornada do Conhecimento tem sido um espaço essencial para traduzir em prática a visão da Fundação sobre o fortalecimento de capacidades locais. A cada edição, reafirmamos que as soluções mais eficazes para enfrentar crises globais surgem dos territórios, quando há escuta, colaboração e investimento contínuo em quem está na linha de frente das transformações sociais e ambientais”, finaliza Vitor Hugo Neia.
Sobre a Fundação Grupo Volkswagen
Desde 1979, a Fundação Grupo Volkswagen realiza e apoia ações sociais e educacionais com recursos de um fundo constituído pela Volkswagen. Ao longo destes 46 anos, mais de 3 milhões de brasileiras e brasileiros foram beneficiados pelo trabalho da Fundação, que tem como missão estimular a mobilidade social por meio do investimento em iniciativas e organizações que desenvolvem comunidades e fortalecem o protagonismo dos cidadãos. A Fundação atua para incentivar a prosperidade socioeconômica e o desenvolvimento de indivíduos e comunidades, fortalecendo suas potencialidades e colaborando para o acesso equitativo a direitos e oportunidades. Para isso, prioriza os territórios mais vulneráveis nos municípios com unidades de negócio do Grupo Volkswagen no País. Além disso, apoia tecnicamente ações de responsabilidade social de empresas do Grupo Volkswagen no Brasil. Em 2025, o orçamento próprio ultrapassa R$ 17 milhões, investidos principalmente em inclusão produtiva, empregabilidade, empreendedorismo e fortalecimento de capacidades locais. Desta forma, a Fundação espera contribuir para reduzir a pobreza e diminuir as acentuadas desigualdades sociais brasileiras. Para saber mais, acesse o site da instituição.
Fonte: Trama Comunicação


