Conferência E-Commerce Brasil Luxo reúne nomes de JHSF, WGSN, Gringa, Cansei Vendi, e Nordestesse para discutir as transformações do mercado premium

Por décadas, o mercado de luxo construiu boa parte de seu valor sobre códigos relativamente conhecidos: raridade, tradição, preço elevado, distribuição controlada e símbolos capazes de comunicar status. Esses elementos continuam relevantes, mas já não são suficientes para explicar o que faz um produto, uma marca ou uma experiência serem percebidos como exclusivos.

A mudança passa pelo comportamento de novas gerações de consumidores, pela digitalização das relações entre marcas e clientes e pela forma como a tecnologia começa a ocupar espaços historicamente associados ao atendimento humano. Ao mesmo tempo, movimentos como second hand, valorização da produção artesanal, comunidades de marca e experiências cada vez mais personalizadas ampliam as fronteiras de um mercado que precisa encontrar novas formas de construir desejo sem banalizar a exclusividade.

Essas transformações estarão no centro da 2ª Conferência E-Commerce Brasil Luxo, que acontece no dia 1º de setembro, no Hotel Unique, em São Paulo. Sob o conceito “O Novo Código do Luxo”, o encontro reúne executivos e especialistas de empresas como JHSF, WGSN, Gringa, Cansei Vendi, Retail Design Lab e Nordestesse para discutir comportamento, inteligência artificial, experiência, circularidade, cultura e novos modelos de negócio.

“O consumidor de luxo não mudou apenas a forma como compra, mas também o que reconhece como valor. Novas gerações, inteligência artificial, circularidade, artesania, experiência e pertencimento revelam diferentes faces de uma transformação mais profunda. Para as marcas, compreender esses novos códigos é essencial para continuar construindo desejo e relevância, sem abrir mão daquilo que torna sua proposta única”,, afirma Bruno Pati, CEO do E-Commerce Brasil.

A mudança no perfil de quem consome, e de quem consumirá luxo nos próximos anos, abre a programação da Conferência. Mariana Santiloni, Head of Client Engagement da WGSN, aborda o caminho que vai da Geração Alpha aos chamados VICs (Very Important Clients) e as forças que devem moldar o consumidor de luxo do futuro.

Na sequência, Leonardo Cid Ferreira, CMO da JHSF, discute como o luxo passa a funcionar como um ecossistema. A partir de negócios que vão de shoppings e clubes a aviação e empreendimentos imobiliários, a discussão coloca pertencimento e comunidade como componentes da relação das marcas com consumidores de alta renda. Já Roberta Branchini, Head of Growth and Development do Retail Design Lab, leva para o encontro a transição do luxo da ostentação para o reconhecimento, em um cenário no qual a loja deixa de ser apenas espaço de exposição para assumir um papel de conhecimento, privacidade e relacionamento.

“Quando olhamos para o luxo hoje, algumas das discussões mais interessantes estão justamente nas contradições: tecnologia e artesania, exclusividade e comunidade, produto novo e second hand, escala e personalização. São movimentos que parecem opostos, mas que estão acontecendo ao mesmo tempo e mudando a forma como as marcas constroem valor e se relacionam com seus consumidores. A curadoria nasceu dessas tensões, porque é nelas que o mercado está sendo redesenhado e que surgem algumas das questões mais relevantes para quem atua no setor”, afirma Vivianne Vilela, diretora de Conteúdo do E-Commerce Brasil.

Outro movimento que ganha espaço é a expansão do mercado secundário. Fabíola Tronolone, diretora de Marketing e Vendas da Gringa, e Leilane Sabatini, fundadora da Cansei Vendi, discutem como o second hand vem inserindo conceitos como longevidade e circularidade em um setor historicamente associado à posse e ao produto novo.

A inteligência artificial também entra nessa equação. Além de uma discussão sobre os limites da automação em experiências que dependem de personalização e relacionamento, a programação traz o caso da Artelassê, em parceria com a OmniChat. A marca utiliza IA em seu atendimento pelo WhatsApp e, durante a Black Friday, uma interação conduzida pela tecnologia resultou em uma venda 20 vezes superior ao ticket médio. Atualmente, a solução resolve 86% dos atendimentos, com índice de satisfação equivalente ao do atendimento humano.

O olhar para o futuro convive ainda com um movimento de retorno à origem. Daniela Falcão, fundadora da Nordestesse, encerra a programação principal discutindo a artesania brasileira como ativo de luxo e o potencial de elementos como território, identidade cultural, trabalho manual e autoria para diferenciar produtos brasileiros em um mercado global.

Entre tecnologia e tradição, escala e exclusividade, ostentação e pertencimento, o mercado premium passa a operar com fronteiras menos rígidas. Mais do que abandonar os antigos símbolos do luxo, o desafio agora é entender quais novos códigos serão capazes de produzir desejo, reconhecimento e valor para uma geração de consumidores que já não necessariamente enxerga exclusividade da mesma maneira.

Data: 1º de setembro de 2026 (terça-feira)

Local: Hotel Unique

LUXO

Sobre o E-Commerce Brasil

Fundado em 2010, o E-Commerce Brasil consolidou-se como o principal hub de negócios e inteligência do comércio eletrônico no país. Mais do que uma plataforma de conteúdo ou organizadora de eventos, a empresa conecta lideranças, marcas, varejistas, indústrias e empresas em torno da evolução estrutural do digital no Brasil.

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Fonte: DF Press Comunicação

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