O mercado de carros usados foi o principal responsável pelo crescimento do financiamento de veículos no Brasil no último ano, o que influenciou o mercado de seminovos.
Foram quase 5 milhões de unidades negociadas por meio de financiamento, o que representou mais de 60% das operações registradas no período.
Ao todo, o financiamento de veículos movimentou mais de 7,3 milhões de unidades, uma alta de 2% em relação ao ano anterior. O desempenho do segmento de usados, portanto, teve peso importante no avanço do mercado de crédito para automóveis — e vice-versa.
De acordo com Marcos da Silva Ramos, diretor da Fenabrave-PR, a intensa movimentação é fundamental para o segmento, pois funciona como um motor para a economia nacional.
Financiamentos dominam negócios em concessionárias
Em concessionárias do setor, os financiamentos chegam a representar 70% das vendas, incluindo modelos zero quilômetro e seminovos com menos de cinco anos de uso.
O financiamento de carros usados se tornou uma das principais alternativas para consumidores que desejam trocar de veículo sem comprometer todo o capital disponível de uma só vez.
Para quem busca um veículo seminovo ou usado, uma das alternativas é pesquisar por opções disponíveis na própria região, utilizando termos como “carros usados sp” para encontrar ofertas e modelos comercializados no mercado paulista.
Custo total de um financiamento
Antes de comparar carros novos e usados, é importante entender que o custo total de um financiamento é diferente do preço do veículo. A conta considera o valor financiado, os encargos da operação, as eventuais tarifas previstas em contrato e o prazo escolhido para o pagamento.
Um veículo pode ter um preço mais baixo, mas resultar em um custo final maior, dependendo das condições do financiamento. Por isso, a comparação deve levar em conta o valor total que será pago ao final do contrato.
Planejamento, juros e custos “invisíveis”
Apesar da facilidade de acesso ao crédito, a recomendação é ter cautela antes de assinar o contrato.
Especialistas alertam que o consumidor deve analisar mais do que o valor da prestação mensal. A taxa de juros é um dos principais fatores que encarecem o veículo no longo prazo e, por isso, deve ser comparada entre diferentes instituições financeiras antes da contratação.
Além disso, há custos “invisíveis” que não entram no orçamento inicial da compra do carro. É importante levá-los em consideração e realizar um planejamento completo para adquirir o usado.
Além das parcelas, o consumidor precisa considerar despesas como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e licenciamento anual, que devem ser previstas no orçamento. O seguro também entra nessa conta e pode variar de acordo com o modelo do veículo e o perfil do usuário.
Há ainda os gastos contínuos com manutenção e combustível, que impactam diretamente o orçamento mensal. Por isso, o planejamento deve levar em conta não apenas o valor da prestação, mas o custo total de manter o veículo.
Fonte: Conversion News


