Mixologista Laércio Zulu explica a composição do coquetel italiano, presente na carta do Boteco São Bento Santo André, no ABC Paulista

Gim, Campari e vermute tinto doce, em partes iguais, formam o Negroni. Servido com gelo e laranja, o coquetel italiano apresenta amargor, doçura e aromas de ervas em uma receita que dispensa sucos e xaropes. No ABC Paulista, o Boteco São Bento Santo André inclui a bebida em sua carta e oferece um endereço para quem deseja conhecer o clássico.

“O Negroni tem uma receita curta, mas cada ingrediente cumpre uma função. O gim acrescenta os aromas de seus botânicos, o Campari traz o amargor e o vermute contribui com doçura e notas herbais. O equilíbrio depende de preservar a participação dos três”, explica o mixologista Laércio Zulu. A combinação permite reconhecer esses sabores ao longo de cada gole.

A receita oficial da Associação Internacional de Bartenders, conhecida pela sigla IBA, estabelece 30 mililitros de cada bebida. O preparo acontece diretamente em um copo baixo, previamente resfriado e preenchido com gelo. Depois de adicionar os ingredientes, basta mexer delicadamente e finalizar com meia fatia de laranja. A organização inclui o Negroni em sua categoria de coquetéis “inesquecíveis”.

“O vermute é um vinho fortificado e aromatizado com ingredientes botânicos. No Negroni, usamos a versão tinta e doce, que participa tanto do sabor quanto dos aromas. A escolha desse rótulo merece atenção porque ele representa um terço da mistura”, afirma Zulu. Entre os componentes empregados na elaboração dessa bebida estão ervas e especiarias, incluindo a artemísia.

A narrativa mais difundida sobre a origem do coquetel remete a Florença, em 1919. Nela, o conde Camillo Negroni pede ao bartender Fosco Scarselli uma alteração no aperitivo que costuma consumir com a substituição da água gaseificada por gim. Essa história associa o nome do cliente à combinação que permanece no repertório da coquetelaria internacional e inspira diferentes versões nos bares.

“O gelo também participa do preparo. Ao mexer, resfriamos a bebida e incorporamos a água que resulta do derretimento, ajustando a diluição. Por isso, medir os ingredientes e cuidar da temperatura são etapas que interferem no resultado”, explica o mixologista.

No Boteco São Bento Santo André, o Negroni integra uma seleção que também reúne Fitzgerald, Bloody Mary e Cosmopolitan. A presença dessas receitas permite conhecer diferentes estilos de coquetelaria no mesmo endereço.

“Para quem deseja experimentar o clássico italiano, a casa oferece a opção em sua carta, junto às porções e aos pratos que compõem o cardápio de boteco”, finaliza Zulu.

Sobre o Boteco São Bento

Uma homenagem à cidade de São Paulo. Assim se define a origem do Boteco São Bento, que é administrado pelo Grupo Saints, responsável pelo São Conrado Bar, Tartuferia San Paolo, Tuy Cocina e Yū Restaurante. Desde o nome do boteco, que veio do icônico mosteiro paulistano, até a arquitetura com elementos da paisagem urbana, a casa faz parte do cotidiano da cidade. Desde 2005, com a unidade da Vila Madalena, seguida das inaugurações no Itaim Bibi, em 2007, e em Campinas e Santo André, em 2009 e 2024, respectivamente, a marca está na memória afetiva do público, seja pelos momentos vividos por lá, como curtir o happy hour e assistir a jogos de futebol ou outros esportes. Outro destaque é o cardápio, com a Picanha Floriano, servida na chapa quente ou o Bolinho São Bento, feito com costela bovina, acompanhados do chope gelado e drinks.

Fonte: Maxima SP

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