Com a aproximação do verão, Prefeitura mantém visitas domiciliares, eliminação de criadouros e monitoramento de áreas de risco; participação dos moradores é fundamental para evitar a proliferação do mosquito
Com a aproximação do verão, período em que as condições climáticas favorecem a proliferação do Aedes aegypti, a Prefeitura de Diadema manterá e intensificará as ações de vigilância e controle do mosquito transmissor da dengue. O trabalho, realizado pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), inclui visitas domiciliares, identificação e eliminação de criadouros, orientação à população, monitoramento de pontos estratégicos e avaliação de imóveis e situações de risco.
Também são realizadas ações de bloqueio e controle vetorial conforme a situação epidemiológica e as diretrizes técnicas vigentes. A prevenção envolve ainda a participação dos agentes comunitários de saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), que atuam junto às famílias e às equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), levando orientações e contribuindo para identificar situações que exigem atenção.
Em julho, a Prefeitura realizou a formatura de 311 desses agentes, que concluíram uma formação técnica de 18 meses. Com a capacitação, o município passou a contar com 358 profissionais qualificados para atuar nas UBSs, beneficiando aproximadamente 325 mil moradores. A formação foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Atenção aos sintomas – A dengue pode provocar febre alta de início repentino, dor de cabeça (especialmente atrás dos olhos), dores musculares e nas articulações, fraqueza, náuseas e manchas vermelhas na pele. Ao apresentar sintomas compatíveis com a doença, a pessoa deve procurar orientação em um serviço de saúde.
Alguns sinais indicam a necessidade de atendimento imediato, pois podem estar associados ao agravamento do quadro: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura ou desmaio, sangramentos e dificuldade para respirar. A piora pode ocorrer mesmo quando a febre começa a diminuir.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, precisam de atenção especial. Em caso de dúvida sobre os sintomas ou sobre a necessidade de atendimento, a orientação é procurar um serviço de saúde.
Prevenção começa dentro de casa – A principal forma de prevenir a dengue é eliminar os locais em que o mosquito pode depositar seus ovos. Para isso, é importante:
* Eliminar recipientes que acumulem água, como garrafas, latas, potes e embalagens.
* Manter caixas-d’água, tonéis e outros reservatórios bem tampados.
* Limpar calhas e verificar ralos e outros pontos que possam acumular água.
* Guardar pneus em locais cobertos e protegidos da chuva.
* Manter pratos de plantas sem água acumulada e limpar os recipientes regularmente.
* Descartar corretamente o lixo e manter quintais e áreas externas livres de objetos que possam servir de criadouros.
* Comunicar à Prefeitura situações que favoreçam a proliferação do mosquito.
Durante as visitas domiciliares, as equipes orientam os moradores sobre os cuidados necessários e verificam condições que possam favorecer a reprodução do mosquito. O acesso dos agentes aos imóveis é importante para que o trabalho de vigilância e controle seja realizado de forma adequada.
Agentes reforçam a prevenção nos territórios – Os agentes comunitários de saúde são um elo entre as famílias e o Sistema Único de Saúde (SUS). Além de acompanhar moradores e grupos vulneráveis, esses profissionais realizam ações de educação em saúde, buscas ativas, notificações e atualização dos cadastros familiares. O conhecimento da realidade de cada território ajuda as equipes a identificar situações que exigem atenção e a planejar ações de cuidado.
Os agentes de combate às endemias, por sua vez, atuam diretamente na vigilância e no controle de vetores, com atividades como identificação de criadouros, orientação aos moradores e monitoramento de locais de risco. A integração entre os profissionais fortalece as ações de prevenção e amplia o alcance das orientações nos bairros.
Participação da população é fundamental – Entre os desafios para o controle do Aedes aegypti estão a dificuldade de acesso a imóveis fechados ou cujos moradores recusam a entrada das equipes, a presença de criadouros dentro das residências e a necessidade de manter a participação da população de forma contínua.
“A prevenção depende do trabalho das equipes e da colaboração dos moradores. O município conta com Agentes de Combate às Endemias responsáveis pelas atividades de vigilância e controle vetorial, além da participação dos Agentes Comunitários de Saúde nas ações preventivas. Entre os principais desafios estão a dificuldade de acesso a imóveis fechados ou com recusa de entrada e a presença de criadouros nos ambientes domiciliares. Por isso, é fundamental que a população participe continuamente, eliminando recipientes que possam acumular água”, afirma a Dra. Vivian Santos, coordenadora da Vigilância em Saúde de Diadema.
Não se automedique – Quem apresentar sintomas suspeitos de dengue deve evitar a automedicação. Alguns medicamentos, especialmente os que aumentam o risco de sangramento, podem agravar a doença. A avaliação de um profissional de saúde é importante para orientar o tratamento e acompanhar a evolução do quadro.
Manter uma boa hidratação também é uma medida importante. Se houver dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramento, dificuldade para respirar ou outro sinal de alerta, é necessário procurar atendimento imediatamente.
Eliminar criadouros, permitir o acesso dos agentes durante as visitas e seguir as orientações das equipes de saúde são medidas essenciais para reduzir os riscos da dengue. A prevenção depende da atuação conjunta do poder público e da população.


