A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que decidiu, em conjunto com a prefeitura e a concessionária responsável pelas obras na linha 6 Laranja do Metrô, a Acciona, preencher com material rochoso e argamassa a cratera aberta nesta terça-feira (1º) nas obras da linha na Marginal Tietê, realizadas pela concessionária.
“Após reunião dos técnicos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, da Sabesp, da Acciona e da prefeitura de São Paulo, ficou decidido pelo preenchimento do poço de ventilação, circulação e emergência (VSE Aquinos) com material rochoso e com argamassa na cratera que se abriu na marginal”, disse a Sabesp em informe.
De acordo com a companhia, a intenção é estabilizar a cratera e os deslizamentos, visando posterior recuperação da tubulação, da erosão e marginal. Bombas irão fazer o esgotamento do coletor de esgoto.
Na manhã desta terça-feira, o rompimento de dutos de esgoto inundou o túnel do metrô em construção e desestabilizou o solo, causando o desmoronamento que atingiu a pista de rolamento local da Marginal Tietê, no sentido da rodovia Ayrton Senna. As causas do rompimento dos dutos ainda está sendo investigadas. A marginal está com apenas uma das suas três pistas abertas para o tráfego.
O governador João Doria esteve, no início da tarde desta terça-feira (1), no local do desmoronamento e se reuniu com engenheiros da Acciona, que é a concessionária responsável pela construção da Linha 6.
Doria determinou rapidez para apuração das causas do acidente, que não deixou vítimas, e a elaboração de um plano emergencial de desobstrução do tráfego da Marginal Tietê no trecho afetado.
A empresa
A Acciona descartou, no início da noite desta terça que o desmoronamento ocorrido no canteiro de obras da linha na Marginal Tietê esteja relacionado diretamente às operações de construção da linha. 
“Com as informações disponíveis neste momento, o incidente ocorrido esta manhã na Marginal Tietê não está relacionado diretamente ao desenvolvimento das obras da Linha 6-Laranja. Trata-se de um rompimento de um interceptor de esgoto”, disse a concessionária, em nota.
A concessionária destacou ainda que o desmoronamento não causou vítimas, foi pontual e não interfere nas demais frentes de trabalho do projeto, que seguirão em execução.
Mais cedo, o presidente da concessionária negou que a tuneladora – equipamento que escavava a linha e é chamado, popularmente, de tatuzão – tenha se chocou com a rede coletora de esgoto. “Provavelmente [o rompimento] tenha a ver com a chuva, com erosões, porque a tuneladora estava a três metros dessa coletora. Não houve nenhum choque”, disse André de Ângelo, presidente da Acciona.
Ministério Público
A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo instaurou nesta terça um inquérito civil para apurar as causas do desmoronamento e a extensão dos danos urbanísticos e ambientais decorrentes do incidente, que prejudica a mobilidade urbana no município. “A promotoria requisitou informações já tomadas pelo consórcio contratado pelo governo do estado de São Paulo”, diz nota do MP.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que equipes da empresa estão trabalhando para reverter o esgoto da tubulação danificada (ITI-7) para outra tubulação próxima, realizando dessa forma o esvaziamento do local. “Após o esgoto ter sido totalmente escoado, será possível fazer um diagnóstico mais preciso do interceptor avariado e estabelecer prazos”.
A tubulação, chamada interceptor de esgotos, que foi rompida, é responsável por encaminhar o esgoto, coletado principalmente na região central da cidade, para tratamento em Barueri (SP).
Maior obra de infraestrutura em execução atualmente na América Latina, a construção da linha 6 Laranja é uma parceria público-privada (PPP) do governo do Estado de São Paulo com a Concessionária Linha Universidade. As obras estão em execução pelo braço de construção do grupo Acciona.
*Com informações do Governo do Estado


