Ao contrário de um ambiente fechado, as ondas de som escapam ao ar livre; entenda a importância de dimensionar um sistema para que isso aconteça de forma controlada
Um bom clima sempre pede uma boa música. Principalmente na hora de relaxar, um som ambiente pode fazer toda a diferença. Por isso, nada melhor do que colocar um bom equipamento de som à disposição nas áreas externas da casa. Desta forma, o churrasco, a piscina e a reunião com a família ou com os amigos ficam muito mais proveitosos.
Muito embora pareça algo bastante simples, a escolha da caixa ideal deve obedecer alguns critérios. Caso contrário, o som pode não sair com qualidade e o equipamento pode ser colocado a perder, e o que era para ser um momento de diversão acaba se tornando um drama para todos os envolvidos.
Escolhendo o equipamento adequado
O mais importante ao escolher um equipamento para área externa é considerar o fator climático. Chuvas, ventos, incidência de luz solar e mudanças de temperatura são fatores de risco para um equipamento não projetado para tal. Logo, o ideal é que a caixa seja selada e tenha pintura apropriada.
Para tanto, existe uma certificação chamada de IP, ou Ingress Protection, que determina o grau de proteção contra resíduos sólidos ou líquidos. Um IP56, por exemplo, protege contra chuva e poeira, sendo indicado para ambientes externos. Há ainda caixas que suportam imersão em água de maneira contínua. Nesses casos, deve-se procurar por classificações maiores que 8.
Dimensionando a instalação
Em seguida, deve-se pensar na potência desejada. É importante lembrar que o som se propaga no ar. Logo, espaços abertos fazem com que o som “fuja”, por ter para onde se espalhar e nenhuma parede para receber e empurrar de volta suas ondas.
É fundamental também considerar para qual tipo de local ou estabelecimento essa potência está sendo pensada. Para a área externa de um apartamento, como uma varanda, não é interessante que seja tão alta. Já para um quintal grande pode-se pensar em uma caixa mais potente.
Em grandes áreas abertas, é comum também que várias caixas sejam instaladas para garantir um melhor efeito sonoro. Neste caso, é interessante fazer um bom dimensionamento, para que as diferentes frequências não se choquem, tornando o som “embolado”. A instalação correta ainda garante que os fios e cabos sejam devidamente dispostos, melhorando a comunicação.
Afinal, em sistemas maiores, a caixa de som costuma ser do tipo passiva. Ou seja, ela só recebe a saída do som, e não a entrada. Quem faz esse papel é o amplificador, que, conectado a um dispositivo, envia o som para as caixas. E, ao contrário das caixas de som, deve ser mantido longe de intempéries.
No mais, uma boa instalação passa por um teste acústico, para garantir a melhor experiência sonora possível. Para tanto, é preciso planejamento. Ter conhecimento técnico em sonorização de ambientes ou contar com mão de obra especializada é o ideal para montar um sistema de acordo com as necessidades de cada lugar.
Fonte: Conversion


