A Rainha de Bateria se jogou no samba, aproveitou as delícias típicas da festa e contou por que esses encontros ocupam um lugar especial na sua história 

Inspirado na guardiã das plantações, o figurino exclusivo uniu palha, pérolas, cristais e alta-costura em uma releitura sofisticada da tradição junina.

Ser rainha de bateria nunca significou apenas desfilar para Carla Prata. Para ela, significa criar laços, conhecer as pessoas e suas histórias, sentir-se parte da comunidade e fazer questão de prestigiar os momentos que fortalecem a escola durante todo o ano. Foi exatamente esse espírito que marcou sua presença na tão aguardada festa junina da Acadêmicos do Tucuruvi, realizada no último domingo (28).

Assim que chegou à quadra, Carla Prata foi recebida com carinho pela comunidade. Sambou, conversou, abraçou integrantes e moradores, posou para fotos e caminhou entre as barraquinhas, vivendo intensamente a festa.

A felicidade está justamente nesses momentos simples. O desfile é emocionante, mas a verdadeira alma do carnaval está no dia a dia, nas pessoas que dedicam tempo, talento e muito amor para manter essa tradição viva durante o ano inteiro. Ele leva oportunidades, realiza sonhos e transforma a vida de milhares de famílias. Poder fazer parte dessa história e viver tudo isso de perto me faz muito feliz.”, afirma Carla.

Inspirada na figura da “Rainha Espantalho”, a fantasia escolhida por Carla e assinada por Jsan Atelier reinventou um dos maiores símbolos das festas juninas em uma versão sofisticada. A proposta transformou a tradicional guardiã das plantações em uma personagem de alta-costura, combinando palha natural, xadrez, pérolas e cristais em um figurino que celebrou a cultura popular brasileira com elegância e personalidade.

O chapéu de palha customizado, adornado com corações metálicos, além dos punhos e polainas confeccionados em palha natural, deram um charme a mais no look.

Diagnosticada com Miastenia Gravis, uma doença autoimune rara, Carla é formanda em Nutrição e se dedica a uma alimentação anti inflamatória. Entre uma conversa e outra, fez questão de experimentar comidas típicas da festa, mostrando que momentos especiais têm seu lugar sem perder de vista os hábitos que fazem parte da sua rotina.

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