Com as unidades de derivação do Pará e do Maranhão já instaladas no fundo do mar, os dois estados estão mais próximos de um importante avanço em sua infraestrutura digital, com o desenvolvimento das futuras ramificações de cabos submarinos.

A EllaLink, primeiro cabo submarino de fibra óptica de alta capacidade a conectar diretamente a América Latina à Europa, anuncia que as duas unidades de derivação destinadas aos estados brasileiros do Pará e do Maranhão foram instaladas com sucesso no fundo do mar, como parte da campanha de instalação marítima do Lum@link.

As duas unidades já estão instaladas e prontas para receber as futuras ramificações de cabos submarinos para Salinópolis, no estado do Pará, e São Luís, no estado do Maranhão. Fabricadas e instaladas pela Alcatel Submarine Networks (ASN), as unidades fazem parte do sistema Lum@link, que conecta Caiena, na Guiana Francesa, ao sistema principal da EllaLink.

Uma unidade de derivação é um dispositivo submarino que permite a adição de uma nova ramificação de cabo a um sistema submarino existente sem interromper a rota principal. Ao instalar essas unidades durante a campanha do Lum@link, a EllaLink garante que as futuras ramificações brasileiras possam ser implantadas e ativadas sem a necessidade de uma nova intervenção em águas profundas no sistema principal. Planejada com anos de antecedência, essa decisão estratégica transforma uma única rota em uma rede escalável.

As unidades de derivação foram financiadas pelos governos do Pará e do Maranhão, com recursos não reembolsáveis da União Europeia, como parte de um programa mais amplo de conectividade da Amazônia cofinanciado pelo Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID) e pelo Grupo Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

A EllaLink também concluiu o Cable Route Study (CRS) das duas ramificações, abrangendo as rotas offshore e de chegada em terra, além de atividades preliminares de licenciamento, avaliações ambientais e engenharia.

Conectando a Bacia Amazônica à rede global de cabos submarinos

A ramificação para São Luís está sendo desenvolvida em parceria com a ATI (Agência Estadual de Tecnologia da Informação do Maranhão), em nome do Estado do Maranhão.

A ramificação para Salinópolis está sendo desenvolvida em parceria com a PRODEPA (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará), em nome do Estado do Pará.

Para dois estados que historicamente dependem de longas rotas terrestres de backhaul para acessar as portas de comunicação internacional do Brasil, o impacto será transformador. Cada ramificação proporcionará um ponto de aterragem submarino dedicado e uma conexão resiliente e de alta capacidade com Fortaleza, Caiena e a rede internacional mais ampla. Isso representará uma melhoria significativa tanto na capacidade quanto na confiabilidade da rede.

Juntos, os dois estados contarão com uma capacidade inicial combinada de 17 Tbps, com amplo espaço para futuras expansões. Além de aumentar a largura de banda, o programa tem como objetivo ampliar a conectividade de banda larga para comunidades isoladas e fortalecer a resiliência dos serviços públicos digitais nas áreas de saúde, educação, desenvolvimento empresarial e governo eletrônico.

O programa também inclui a implantação de sensores SMART capazes de coletar dados ambientais e sísmicos para suportar iniciativas de monitoramento climático e científico, com o apoio da União Europeia.

Assim como em suas outras ramificações dedicadas, a EllaLink atua como operadora de infraestrutura. A empresa projeta, constrói, opera e transfere a propriedade da ramificação para seu cliente. A capacidade transportada por cada ramificação pertence aos estados, que têm controle direto e integral sobre sua comercialização.

As duas ramificações formam o componente brasileiro do projeto “Mais Conectado” para a região amazônica, a ser cofinanciado pelo Grupo BID e pelo Grupo AFD. O projeto foi apresentado durante o 2º Fórum de Investimentos União Europeia–Brasil, em junho de 2026. Sua implementação ocorre no âmbito da estratégia Global Gateway da União Europeia e da Aliança Digital UE-ALC, com o apoio da Team Europe.

Lum@link avança para entrar em operação até o final de 2026

As unidades de derivação foram instaladas como parte da campanha marítima do Lum@link, iniciada em meados de julho de 2026, quando o navio de instalação de cabos CS Île d’Yeu partiu da unidade de fabricação da ASN em Calais, na França, com destino a Caiena, na Guiana Francesa.

O Lum@link é uma extensão de cabo submarino de aproximadamente 2.100 km que conecta a nova estação de aterragem de cabos em Caiena ao sistema de tronco existente da EllaLink, ao largo de Fortaleza. O sistema proporcionará uma conexão óptica direta entre Caiena, Fortaleza e Sines, em Portugal, e deverá entrar em operação até o final de 2026.

O Lum@link está sendo desenvolvido pela SPLANG, empresa pública responsável pelo desenvolvimento digital da Guiana Francesa. A Comissão Europeia apoia o projeto com uma subvenção de € 29,9 milhões do programa Connecting Europe Facility (CEF) Digital, administrado pela Agência Executiva Europeia para a Saúde e o Digital (HaDEA). O sistema também conta com investimentos da Collectivité Territoriale de Guyane (CTG – governo local da Guiana Francesa) e apoio financeiro da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Carlos Brandão, governador do Estado do Maranhão, comentou: “O Maranhão está se preparando hoje para assumir um papel de liderança na economia digital do futuro. Estamos investindo em conectividade de alta velocidade, infraestrutura de fibra óptica, cibersegurança, data centers e inclusão digital. Este é um projeto que moderniza o Estado, fortalece nossa economia e cria as condições para atrair investimentos e gerar novas oportunidades. Queremos um Maranhão mais conectado, mais competitivo e, acima de tudo, um estado onde a tecnologia ajude a reduzir as desigualdades e melhorar a vida da nossa população.”

Philippe Dumont, CEO do Grupo EllaLink, acrescentou: ” A instalação dessas duas unidades de derivação é um daqueles marcos que são invisíveis a partir da costa, mas decisivos para tudo o que vem a seguir. Elas constituem a base física das futuras conexões com Salinópolis e São Luís e agora estão instaladas no fundo do mar. O projeto das ramificações também está bastante avançado: o estudo da rota dos cabos foi concluído, de modo que o levantamento marítimo poderá começar assim que os estados do Pará e do Maranhão finalizarem seu financiamento. Desde sua criação, o sistema EllaLink foi projetado para incorporar novos mercados gradualmente, e é exatamente para isso que esse projeto foi concebido.”

Sobre a EllaLink

A EllaLink é um sistema de cabos submarinos de fibra óptica que oferece conectividade segura e de alta capacidade por meio de uma rota transatlântica exclusiva de baixa latência, atendendo às crescentes necessidades dos mercados da América Latina e da Europa. A rede EllaLink conecta diretamente o Brasil e a Europa, ligando os principais hubs de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza a Lisboa e Madri. Em operação desde junho de 2021, o sistema EllaLink foi construído com tecnologia coerente de última geração e oferece 100 Tbps de capacidade transatlântica por meio de quatro pares diretos de fibras ópticas entre a Europa e o Brasil, com latência de ida e volta transatlântica inferior a 60 ms. A EllaLink é uma empresa independente, financiada com recursos privados, comprometida em oferecer produtos e serviços com base em um modelo neutro em relação às operadoras (Carrier-Neutral) e de acesso aberto (Open Access). O Marguerite, investidor pan-europeu em infraestrutura com atuação nos setores de energias renováveis, energia, transporte e transformação digital, é o principal acionista da EllaLink.

Para mais informações, visite: ella.link

Contato para a imprensa: clara.casanova@ella.link

Fonte: Vetor.am

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