COMO A BOLSA SE COMPORTOU NAS ELEIÇÕES ANTERIORES

Na série anterior abordamos sobre a Inflação Global e os impactos no Brasil, nesta série abordaremos os impactos das eleições e para começar como foram os impactos das eleições anteriores na bolsa…

Na década de 80 a hiperinflação sufocava a vida dos trabalhadores e “enriquecia” os “investidores” do “Over Night” que nem era o melhor investimento mas o mais acessível, em 1994 Fernando Henrique Cardoso foi eleito, com o Plano Real trouxe a paridade da moeda em R$ 1,00 Real para U$1,00 Dólar, em 6 meses de governo estancou a hiperinflação no país herdada do militarismo pela explosão das contas públicas e dívida externa, que em 1986 teve uma trégua com a volta da democracia, mesmo com os cortes dos zeros com os planos Cruzeiro, Cruzado e Cruzado Novo não foram suficientes para estancar a miséria do povo, mas o Plano Real conseguiu trazer a inflação para o centro da meta em 3,5% ao ano.

O modelo econômico foi um sucesso e o mercado respondeu, a bolsa saltou da casa dos 2.000 pontos para mais de 12.000 valorizando mais de 500%, mas corrigiu quase 70% com o baixo crescimento do país até as eleições de 1998, quando FHC foi reeleito e bem aceito pelo mercado com as privatizações, a bolsa valorizou mais 300% até o ano 2000, mas em 2001 a crise energética conhecida como “Apagão” fez o mercado corrigir mais 50% da bolsa, conforme gráfico abaixo:

JW NEWS: IBOV M (Investing)

Em 2002, até as eleições com a crise energética e a possibilidade do Lula ser eleito com seu discurso populista, os empresários temiam as greves e a paralisação do país, mas após a eleição com a mudança de discurso e atitude o Brasil viveu a bonança do crescimento mundial que refletiu no país e a bolsa valorizou mais de 850% com Lula reeleito em 2006. Mas em 2008 pintou um cisne negro com a crise de crédito dos bancos, que o presidente chamou de “marolinha” mas o mercado como podemos observar no gráfico acima não entendeu assim e corrigiu a bolsa em – 60% em 2009, movimento similar ao da pandemia.

Após a crise a bolsa se recuperou com Dilma eleita em 2012 e foi buscar o topo que não foi superado, formando o famoso “topo duplo” da análise gráfica e corrigiu – 45% conforme o canal de baixa. Com este topo duplo formado em 2021 podemos estar em uma correção? Até desenhamos este canal como esta possibilidade, não é de hoje que comento sobre o #FimDoCiclo, basta pesquisar nas redes sociais.

Em 2014 com o governo Dilma degradado diante da falta de governança do país a bolsa continuou o movimento de queda citado acima, somente em 2016 houve a virada de mesa com seu impeachment devido explosão das contas públicas com as famosas “pedaladas fiscais”,  Michel Temer assumiu a presidência implantando o teto de gasto e o mercado disparou, mas é perceptível no gráfico que a eleição de Bolsonaro também não agradava o mercado, mas o discurso anti corrupção, com economia neo liberal, meritocracia, nova política, além de outras promessas foi bem aceito e o mercado continuou seu movimento de alta interrompido pela pandemia, mas o que deste discurso foi cumprido o mercado parece estar precificando, principalmente as consequências da sua gestão que resultaram em inflação e alta nos juros que reduz o crescimento da economia do país.

Graficamente como já foi dito desenhamos um canal de baixa no gráfico pois parece iniciar a tendência de baixa, apesar de se segurar nas bandas de Bollinger onde podemos ter um repique ou pull back, o rompimento do suporte S1 nos 93 mil pontos pode ser crucial para o #FimDoCiclo e o índice buscar outros suportes, diante das conjunturas do país com alta da inflação e do juros além da ano de eleição dificilmente irá superar seu topo nos 131 mil, a não ser que aconteça um milagre econômico neste ano, mas as ações com maior composição no Ibovespa podem ser impactadas com o #FimDoCiclo.

Na próxima semana dos “Impactos da Eleição no Mercado Financeiro – As eleições já comeram” não perca.

Séries Anteriores

Cenário Econômico – #FimDoCiclo – Parte 1 – Inflação no Mercado Globalizado – Minério

Cenário Econômico – #FimDoCiclo – Parte 1 – Estamos diante do #FimDoCiclo?

Cenário Econômico – Rally de Fim de Ano – Parte 1 – Supermercados

Cenário Econômico – A Recuperação da Economia – Parte 1 – Agronegócio

Cenário Econômico – Impacto do Open Bank no Mercado Financeiro – Parte 1 – Bancos

Cenário Econômico – Renda Fixa não Morreu – Parte 1 

Cenário Econômico – O Impacto da Crise Hídrica no Mercado Financeiro – Parte 1

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