Receio de compartilhar informações estratégicas, respostas genéricas e dados desatualizados impulsionam busca por ferramentas de IA desenvolvidas para contextos específicos
Uma resposta errada de uma inteligência artificial pode custar caro para uma empresa. A popularização das inteligências artificiais generativas levou empresas a experimentar ferramentas capazes de produzir textos, analisar informações e apoiar diferentes tarefas em poucos segundos. Porém, o uso dessas ferramentas traz questões importantes para o ambiente corporativo, como a segurança das informações compartilhadas, a qualidade dos dados utilizados nas respostas e a capacidade da tecnologia de compreender os desafios específicos de cada negócio. Nesse cenário, as empresas precisam encontrar formas de incorporar a tecnologia à rotina corporativa com segurança, confiabilidade e aderência às suas necessidades.
Segundo o estudo global Future of Professionals 2026, da Thomson Reuters, 74% das pessoas entrevistadas já utilizam ferramentas de IA semanalmente. A preocupação com confidencialidade e confiabilidade também aparece com força: 96% afirmam que as ferramentas de IA precisam proteger dados confidenciais, 94% exigem que seus resultados sejam baseados em conteúdo confiável e verificado e 90% consideram necessário que os resultados possam ser explicados e defendidos. Ainda assim, 41% não têm acesso a ferramentas de IA de nível profissional que atendam a esses requisitos.
O descompasso entre a demanda interna e a estrutura oferecida pelas empresas ajuda a explicar a expansão do chamado “Shadow AI”, termo usado para descrever o uso de ferramentas de inteligência artificial sem autorização ou supervisão da organização. Na prática, quando a empresa não oferece alternativas adequadas, o uso da tecnologia migra para ferramentas sobre as quais a organização tem menos controle, expondo-a a riscos como vazamento de informações, decisões tomadas com base em dados incorretos, desatualizados ou sem validação e problemas jurídicos.
Essa demanda por acesso a ferramentas de IA também começa a influenciar a relação das equipes com as empresas. Dados divulgados pela Thomson Reuters também apontam que 62% das pessoas entrevistadas afirmam que o acesso a ferramentas de IA de nível profissional influenciaria sua decisão de aceitar um novo emprego. Entre aquelas que já utilizam essas ferramentas, quase uma em cada três recusaria uma oportunidade que não oferecesse esse acesso. O dado mostra que oferecer um ambiente estruturado para o uso da tecnologia pode contribuir para a segurança e também para a atração e retenção de talentos.
“Com a inteligência artificial cada vez mais presente nas empresas, a qualidade e a pertinência das respostas ganham importância nas decisões do dia a dia. Uma resposta bem escrita pode não ser uma resposta correta ou útil para o negócio. Em decisões estratégicas, é preciso contar com segurança, dados confiáveis e referências que possam ser verificadas, além de uma tecnologia capaz de compreender o contexto de cada organização”, afirma Andréa Migliori, CEO da Workhub.
Da experimentação à inteligência contextualizada
E o desafio vai além de controlar o acesso às ferramentas. Quando empresas e concorrentes recorrem às mesmas IAs generalistas para resolver problemas semelhantes, podem partir de bases de conhecimento parecidas e receber respostas igualmente genéricas. O diferencial está no contexto que cada organização consegue oferecer à tecnologia, a partir de seus próprios dados, processos e conhecimentos.
Essa busca por mais contexto começa a influenciar o desenvolvimento de novas soluções corporativas, que combinam modelos de inteligência artificial com bases de conhecimento próprias e ferramentas voltadas a problemas específicos. A Workhub é um exemplo desse movimento. A empresa acaba de lançar o PlannerStudio e o BeaconStudio, plataformas que utilizam IA aplicada, respectivamente, à comunicação interna e externa.
As ferramentas partem de dados e referências específicas da área de comunicação, combinando diagnóstico, planejamento e execução em um mesmo ambiente. Nas duas, a base de conhecimento inclui benchmarks do Relatório Anual Workhub – Intranets no Brasil 2025 e mais de 40 milhões de interações realizadas na intranet da empresa. A proposta acompanha uma tendência de mercado de usar dados proprietários para tornar as respostas da IA mais contextualizadas e transformar a tecnologia em parte dos processos, integrada à rotina de cada organização.
“O uso de inteligência artificial ganha mais valor quando a tecnologia tem acesso a uma base de conhecimento e a ferramentas que façam sentido para cada problema. No PlannerStudio e no BeaconStudio, a IA trabalha com dados e referências próprias da área de comunicação, o que contribui para recomendações mais contextualizadas e reduz o risco de uma empresa tomar uma decisão baseada em um número que simplesmente não existe”, explica Andréa.
Para a Workhub, a mudança representa uma evolução na própria forma de adoção da tecnologia. A tendência é incorporar inteligência artificial a soluções construídas em torno de necessidades, dados e processos específicos, com aplicações direcionadas para diferentes tipos de demanda.
“A IA generalista foi fundamental para democratizar o acesso à tecnologia. Agora, o mercado começa a perceber que inteligência sem contexto tem um limite. A próxima etapa é fazer com que a IA esteja cada vez mais conectada aos dados que sustentam cada processo, às ferramentas necessárias para a execução e, é claro, à realidade da empresa”, conclui Andréa.
Sobre a Workhub
A Workhub é um hub de soluções corporativas por assinatura e especializada em intranets. Com mais de 100 clientes – entre eles BRK Ambiental, Sodimac, Multiloja, Center Norte, Universidade Cruzeiro do Sul, FIEB, Grupo Comporte, Cartão de Todos e Construtora Patriani – a HR Tech tem o objetivo de centralizar todos os processos corporativos dentro de uma única plataforma com interface amigável e integrada ao Microsoft SharePoint, usado por mais de 90% das empresas, além de integração com Teams, Viva Engage e M365. Tudo isso com investimento otimizado, em modelo assinatura e com entrega em apenas sete dias. Mais informações: https://workhub.digital/
Fonte: EDB Comunicação


